Aprender Como FAZER Partida Direta com Reversão representa um passo decisivo na evolução de qualquer profissional da elétrica industrial. Afinal, esse tipo de comando não se resume apenas a ligar e desligar um motor — ele envolve controle de sentido de rotação, segurança operacional e, principalmente, prevenção de falhas críticas como curto-circuito por acionamento simultâneo dos contatores.
Na partida direta simples, o raciocínio já exige organização entre proteção, comando e carga. Entretanto, quando avançamos para Como FAZER Partida Direta com Reversão, adicionamos um novo nível de complexidade: dois contatores, inversão de fases e intertravamentos elétricos e lógicos que impedem que os dois sentidos sejam acionados ao mesmo tempo.
Além disso, compreender Como FAZER Partida Direta com Reversão exige que o eletricista desenvolva um pensamento estruturado, dividindo o projeto em blocos bem definidos — proteção, segurança, comando, intertravamento e carga. Sem essa organização mental, o risco de erro aumenta consideravelmente.
Portanto, neste conteúdo, vamos aprofundar o entendimento sobre Como FAZER Partida Direta com Reversão, explorando a lógica de intertravamento, o papel dos contatores K1 e K2, a inversão de fases no diagrama de potência e a estrutura correta do diagrama de comando. O objetivo é que você não apenas reproduza o circuito, mas compreenda a lógica por trás dele — e, assim, projete com segurança e profissionalismo.
🔎 Antes de tudo: organize seu raciocínio para fazer partida direta com reversão
Para entender Como FAZER Partida Direta com Reversão, você precisa dominar um arquétipo simples, porém extremamente estratégico dentro da elétrica industrial:
🔹 Proteção
🔹 Comando
🔹 Carga
Essa divisão não é apenas didática — ela organiza o seu raciocínio e evita erros graves de projeto.
🔹 Proteção
Aqui entram todos os dispositivos responsáveis por garantir a segurança do sistema e das pessoas. Estamos falando de disjuntores, fusíveis, relés térmicos, DR, contatos auxiliares de proteção e qualquer elemento que impeça sobrecorrente, curto-circuito ou falha elétrica de causar danos ao equipamento ou risco ao operador.
Sem essa etapa bem definida, o projeto já nasce vulnerável.
🔹 Comando
Ele funciona como o “cérebro” do sistema. É justamente nessa etapa, portanto, que você cria a lógica responsável por determinar quando a carga deve ligar ou desligar. Assim, é aqui que entram botões, contatos auxiliares, selos, temporizadores e toda a estrutura que controla, de forma inteligente e segura, o funcionamento do motor.
O comando não transporta potência para a carga — ele transporta lógica.
🔹 Carga
É o elemento final que realiza o trabalho. No caso da partida direta com reversão, a carga principal é o motor elétrico trifásico. Entretanto, também podemos considerar como cargas as bobinas dos contatores e os sinaleiros, pois são dispositivos que consomem energia e executam uma função no sistema.
Esse modelo serve tanto para o diagrama de potência quanto para o diagrama de comando.
No diagrama de potência, por exemplo, você organiza a alimentação, os contatores e o motor de forma estruturada, garantindo que a energia chegue corretamente à carga.
Já no diagrama de comando, por sua vez, você organiza a lógica, a segurança e os intertravamentos, assegurando que o sistema funcione de maneira inteligente e protegida.
Além disso, dentro do bloco de comando, ainda dividimos em três níveis internos que tornam o projeto ainda mais seguro e organizado:
🔸 Segurança
Inclui botão de emergência (NF), botão de desligamento e contatos auxiliares de proteção. Essa parte garante que, em caso de falha ou risco, o sistema seja interrompido imediatamente.
🔸 Comando
São os botões de acionamento (liga horário e liga anti-horário), além do contato de selo que mantém o motor energizado após o pulso inicial.
🔸 Intertravamento
É o mecanismo que impede acionamentos simultâneos. Na reversão, isso é fundamental, pois se dois contatores fecharem ao mesmo tempo, ocorre curto-circuito entre fases. O intertravamento pode ser elétrico (contatos NF cruzados) e/ou mecânico.
Essa estrutura mental, além de organizar o raciocínio, evita erros, consequentemente reduz retrabalho e, por isso, facilita a criação de qualquer projeto industrial — seja os mais simples ou até mesmo sistemas mais complexos com reversão, estrela-triângulo ou múltiplos motores.
Quando você aprende a pensar dessa forma, deixa de apenas desenhar diagramas e passa a projetar sistemas com lógica e segurança.
Parte 1 – Como fazer partida direta com reversão no diagrama de potência
Para entender Como FAZER Partida Direta com Reversão, primeiro precisamos olhar para o circuito de potência — ou seja, a parte onde passam as fases que alimentam o motor.
Partida direta simples
Na partida direta tradicional, usamos:
Quando o contator fecha, o motor recebe L1, L2 e L3 e gira sempre no mesmo sentido.
Simples assim.
O que muda na reversão? 🔄
Se o objetivo é inverter o sentido do motor, precisamos alterar a ordem das fases.
Por isso, na reversão utilizamos:
✔ Dois contatores (K1 e K2)
✔ Inversão de duas fases (normalmente L1 e L3)
✔ Proteções adequadas (disjuntor motor, DR, etc.)
Funciona assim:
- Se K1 liga → motor gira no sentido horário.
- Se K2 liga → duas fases são invertidas → motor gira no sentido anti-horário.
Apenas trocar duas fases já muda o sentido de rotação.
O Grande RISCO ❌
Existe um problema sério:
Se K1 e K2 ligarem ao mesmo tempo, ocorre curto-circuito entre fases.
Isso pode:
- Queimar contatores
- Desarmar proteção
- Danificar cabos
- Gerar risco elétrico
🎯 O ponto mais importante
É exatamente aqui que entra o segredo de Como FAZER Partida Direta com Reversão:
Ele garante que apenas um contator pode ligar por vez.
Sem intertravamento, a reversão não é segura.
Parte 2 – Como fazer partida direta com reversão no diagrama de comando
Agora, vamos entrar na parte mais importante do projeto: a lógica.
Afinal, se no diagrama de potência passa a força, no diagrama de comando nasce a inteligência do sistema.
Portanto, se você quer dominar como fazer Partida Direta com Reversão, precisa entender que é aqui que tudo é decidido:
-
Quando o motor liga
-
Quando ele desliga
-
E para qual lado ele gira
1️⃣ Proteção no comando
Antes de mais nada, antes de ligar qualquer contator, pense primeiro na segurança.
Por isso, sempre comece incluindo:
🔹 Fusível ou disjuntor do comando
Ele protege o circuito contra curto e sobrecorrente.
🔹 Contato auxiliar do disjuntor motor
Assim, se o disjuntor desarmar na potência, o comando também precisa desligar.
🔹 Botão de emergência (NF)
Caso seja pressionado, corta tudo imediatamente.
🔹 Botão de desligamento (NF)
Dessa forma, permite parar o motor de forma controlada.
📌 Regra simples:
Sem proteção, o projeto já começa errado.
2️⃣ Acionamento
Depois de garantir a segurança, agora sim, vamos ligar o motor.
Temos dois botões:
- S2 → Liga K1 (sentido horário)
- S3 → Liga K2 (sentido anti-horário)
Ou seja, cada botão energiza uma bobina diferente.
No entanto, atenção: botão é pulsante.
Ele só funciona enquanto estiver pressionado.
Por esse motivo, cada contator precisa de:
🔹 Bobina (K1 / K2) — É ela que fecha os contatos de potência.
🔹 Contato de selo (NA) — Mantém a bobina energizada mesmo depois que o botão é solto.
Na prática, funciona assim:
- Pressiona o botão.
- Então, a bobina energiza.
- Em seguida, o contato auxiliar fecha.
- E, assim, o motor continua ligado mesmo após soltar o botão.
Simples.
⚠️ O grande problema
Até aqui parece tudo certo.
Mas existe um risco sério:
👉 Nada impede que S2 e S3 sejam pressionados ao mesmo tempo.
Se K1 e K2 ligarem juntos:
- As fases invertidas se encontram
- Ocorre curto-circuito
- Pode haver dano grave no sistema
E é exatamente por isso que Como FAZER Partida Direta com Reversão exige um terceiro elemento:
🔒 Intertravamento
Sem ele, o projeto não é profissional.
Parte 3 – Como fazer partida direta com reversão com intertravamento (o ponto crítico)
Aqui está o verdadeiro segredo de Como FAZER Partida Direta com Reversão da forma correta e segura.
Se o intertravamento não for aplicado corretamente, o risco é sério.
Ao energizar K1 e K2 ao mesmo tempo, você provoca um curto-circuito entre fases.
Isso pode, por exemplo:
- Queimar contatores;
- Consequentemente, danificar o motor;
- Além disso, acionar proteções de forma abrupta;
- E, no pior cenário, colocar o operador em risco.
Por isso, intertravamento não é detalhe.
É requisito técnico.
Intertravamento elétrico por contatos auxiliares
O princípio é simples:
basicamente, um contator impede o outro de funcionar.
Na prática, você deve:
- Primeiramente, colocar um contato NF de K1 na linha da bobina de K2.
- Da mesma forma, colocar um contato NF de K2 na linha da bobina de K1.
Agora veja o que acontece:
➤ Se K1 energizar:
- O contato NF de K1 abre
- A linha de K2 é interrompida
- K2 não consegue ligar
➤ Se K2 energizar:
- O contato NF de K2 abre
- A linha de K1 é interrompida
- K1 não consegue ligar
Resultado:
Mesmo que o operador pressione os dois botões ao mesmo tempo, o sistema bloqueia automaticamente o acionamento simultâneo.
Isso é o chamado intertravamento elétrico cruzado — obrigatório em qualquer reversão.
🔁 Intertravamento por botões (nível extra de segurança)
Agora, vamos elevar o nível do projeto.
Além do intertravamento por contatos auxiliares, você também pode aplicar intertravamento direto nos botões.
Nesse caso, funciona assim:
O botão S2 (que liga K1) também interrompe a linha de K2.
Da mesma forma, o botão S3 (que liga K2) também interrompe a linha de K1.
🔎 Na prática:
➤ Ao pressionar S2:
Primeiramente, ele fecha a linha de K1.
Porém, ao mesmo tempo, abre a linha de K2.
➤ Ao pressionar S3:
Da mesma maneira, ele fecha a linha de K2.
Contudo, simultaneamente, abre a linha de K1.
Ou seja, o bloqueio acontece antes mesmo do contator atuar.
Consequentemente, isso cria uma camada extra de proteção.
Assim, o sistema se torna ainda mais seguro e confiável.
Por que isso é importante?
Porque um projeto profissional:
- Não depende apenas do operador
- Não confia apenas na atenção humana
- Trabalha com redundância de segurança
Quando você aplica:
✔ Intertravamento por contato auxiliar
✔ Intertravamento por botão
✔ Lógica clara de proteção
Você sai do nível básico e entra no nível profissional.
Em outras palavras, é exatamente esse cuidado na estrutura que diferencia um projeto comum de um projeto verdadeiramente bem estruturado na elétrica industrial.
Estrutura final da partida direta com reversão 🧩
Quando você aprende Como FAZER Partida Direta com Reversão dessa maneira, percebe que tudo se resume à organização lógica:
🔹 BLOCO 1 – Proteção
Disjuntor, fusível, botão de emergência.
🔹 BLOCO 2 – Comando
Botões de acionamento + lógica de selo.
🔹 BLOCO 3 – Intertravamento
Contatos NF cruzados entre K1 e K2.
🔹 BLOCO 4 – Carga
Motor trifásico + sinaleiros.
Perceba que o segredo não está no desenho, mas no raciocínio.
Como fazer partida direta com reversão mais rápido com o eCAD Labs 🚀
Embora seja essencial entender a lógica manualmente, utilizar uma ferramenta adequada acelera drasticamente o desenvolvimento.
Com o eCAD Labs, por sua vez, é possível:
- Primeiramente, organizar diagramas de força e comando de forma clara e estruturada;
- Além disso, inserir contatores, botoeiras e intertravamentos com facilidade;
- Da mesma forma, visualizar claramente os blocos de proteção, comando e carga;
- Consequentemente, estruturar projetos industriais com muito mais rapidez e eficiência.
Assim, o desenvolvimento do projeto se torna mais organizado, seguro e profissional.
Entretanto, vale lembrar: o software não substitui o raciocínio. Ele apenas potencializa o profissional que já entende a lógica.
Conclusão: fazer partida direta com reversão começa antes de desenhar
Dominar como fazer Partida Direta com Reversão não significa apenas saber inverter duas fases.
Na verdade, significa:
✔ Primeiramente, entender o risco de curto-circuito.
✔ Além disso, aplicar o intertravamento corretamente.
✔ Em seguida, organizar proteção, comando e carga de forma estruturada.
✔ Por fim, estruturar o projeto com raciocínio lógico.
Em outras palavras, não é apenas sobre ligar o motor — é sobre projetar com segurança, estratégia e inteligência.
Portanto, antes de abrir qualquer software, organize sua mente.
Porque, no final das contas, o verdadeiro diferencial não está no desenho — está na forma como você pensa o projeto.
E agora me conta: você já aplicava essa lógica de proteção, comando, intertravamento e carga ao desenvolver seus diagramas?
