Muitos profissionais sonham em crescer na carreira, conquistar mais liberdade e alcançar melhores resultados. Para quem deseja entender como ser eletricista independente, o caminho pode parecer desafiador, mas começa com uma decisão: agir. Nem todos estão dispostos a sair da estabilidade para correr atrás de algo maior — mas Ricardo tomou essa decisão.
No início, ele atuava na linha de produção de uma indústria, executando tarefas repetitivas e operacionais. Com o tempo, começou a sentir que aquela função já não o desafiava, nem o motivava mais. Era como se estivesse travado, estagnado profissionalmente. Mesmo sem saber ao certo qual direção seguir, ele tomou uma atitude importante: procurou o gerente da empresa e pediu orientação.
Essa conversa foi um ponto de virada. O gerente, percebendo sua vontade de evoluir, sugeriu que ele buscasse uma nova qualificação. Apresentou duas possibilidades comuns na indústria: a mecânica e a elétrica. Ricardo, mesmo sem ter experiência, se interessou pela elétrica. A partir daí, com determinação, matriculou-se em um curso de eletricista industrial no SENAI da sua cidade — Bragança Paulista — e deu o primeiro passo concreto rumo a uma nova profissão.
Esse momento marcou o início da sua jornada para descobrir, na prática, como ser eletricista independente, mesmo que naquela época ele ainda não soubesse onde tudo isso iria levá-lo.
Após concluir o curso técnico de elétrica industrial no SENAI, Ricardo recebeu uma oportunidade dentro da mesma empresa onde já atuava na produção. Ele foi alocado em um novo setor, onde começou a colocar em prática, pela primeira vez, o que havia aprendido. Nesse início, as tarefas eram mais básicas: instalação de eletrodutos, luminárias, tomadas, montagem de infraestrutura e realização de ligações simples em um galpão da empresa.
Mesmo sendo iniciante, Ricardo demonstrava grande interesse e vontade de aprender. Ele fazia perguntas constantemente, observava atentamente os colegas mais experientes, testava possibilidades, cometia erros e, com cada falha, tirava lições valiosas. Esse processo de tentativa e erro o ajudou a desenvolver confiança e autonomia rapidamente.
Entretanto, com o tempo, surgiram desafios mais avançados. Ricardo passou a ter contato com sistemas de automação e comandos elétricos, onde encontrou CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) e painéis complexos. Diante dessas situações, ele se sentiu inseguro, pois sabia que precisava de mais conhecimento técnico para lidar com esse novo nível de exigência.
Foi então que ele tomou a decisão de continuar seus estudos, retornando ao SENAI para se aprofundar em comandos elétricos e em programação de CLPs. Essa atitude mostrou, mais uma vez, sua disposição em evoluir profissionalmente, além de demonstrar a mentalidade de crescimento que o acompanharia durante toda sua trajetória como eletricista.
Apesar de já dominar as tarefas técnicas e estar confortável com sua rotina de trabalho, Ricardo começou a sentir que estava estagnado novamente. Mesmo tendo estabilidade no emprego e um salário fixo, ele percebia que seu potencial estava sendo limitado e que havia espaço para crescer profissionalmente e financeiramente. Havia um incômodo interno, como se algo estivesse faltando — um chamado para ir além da rotina da indústria.
Com esse sentimento persistente, Ricardo passou, então, a considerar a ideia de empreender e se tornar dono do seu próprio caminho. A partir disso, começou a pesquisar, estudar mais sobre o mercado e, consequentemente, refletir sobre como ser eletricista independente de verdade — com postura profissional, valorização do seu trabalho e autonomia para tomar decisões.
No começo, ele conciliava o emprego fixo com pequenos serviços nos dias de folga. Esses “bicos” ajudaram a ganhar experiência no contato direto com o cliente, a montar seus primeiros orçamentos e a entender melhor as demandas do mercado fora da indústria. No entanto, em 2020, durante o auge da pandemia, Ricardo tomou uma decisão corajosa: deixou de vez o emprego formal e iniciou sua jornada como eletricista independente em tempo integral. Esse foi um dos marcos mais importantes da sua trajetória.
Assim como acontece com muitos profissionais que decidem empreender na área elétrica, Ricardo enfrentou grandes dificuldades no início com a precificação dos seus serviços. Apesar de dominar a parte técnica e entregar trabalhos com qualidade, ele não sabia quanto cobrar de forma justa e profissional. Seus orçamentos eram simples demais — muitas vezes apenas um valor final, sem nenhum detalhamento. Isso deixava os clientes inseguros, sem entender exatamente o que estavam contratando.
Além disso, a forma pouco profissional de apresentar suas propostas fazia com que seu serviço parecesse igual ao de outros eletricistas, mesmo sendo mais qualificado. Como resultado, os clientes acabavam comparando apenas o preço, sem considerar fatores como segurança, experiência ou o valor agregado de um bom atendimento técnico.
Diante dessa realidade, Ricardo percebeu que, para crescer de verdade, precisava mais do que conhecimento técnico: era necessário aprender a se posicionar como um profissional completo, com visão de negócio. Foi então que ele teve uma conversa decisiva com sua esposa. Com transparência, compartilhou os desafios financeiros e a sensação de estagnação. Nesse momento, ela não apenas o apoiou, mas também o incentivou a investir em capacitação. A partir dessa conversa, surgiu então a oportunidade de participar de um conteúdo da Sala da Elétrica — especificamente voltado para eletricistas que desejavam, de fato, se tornar profissionais independentes.
Esse contato com a Sala da Elétrica foi um divisor de águas. Ricardo aprendeu, na prática, como ser eletricista independente de verdade — com postura empresarial, técnicas de precificação, apresentação profissional de propostas e mentalidade empreendedora. Ele deixou de ser apenas mais um técnico no mercado e passou a atuar como uma empresa de serviços especializados, com clareza, confiança e estratégia.
Com o tempo, Ricardo não apenas acumulou experiência prática, mas também buscou entender o lado estratégico e financeiro da profissão. Ele aplicou o conhecimento adquirido em cursos e treinamentos, e isso fez toda a diferença. Um dos pontos cruciais foi aprender a calcular sua hora técnica, ou seja, quanto ele realmente precisava cobrar por hora de trabalho para cobrir seus custos, gerar lucro e manter a sustentabilidade do negócio.
Além disso, Ricardo aprendeu a estruturar propostas comerciais de forma profissional. Em vez de apresentar apenas um valor final sem explicações, ele passou a detalhar os serviços inclusos, justificar os custos e, além disso, mostrar o valor agregado de seu trabalho ao cliente. Como resultado, isso elevou sua credibilidade e, consequentemente, facilitou o fechamento de contratos.
Com esse novo posicionamento, ele deixou de cobrar preços aleatórios ou baseados no que o mercado “achava justo” e passou a cobrar um valor condizente com sua qualificação e responsabilidade técnica. Isso transformou o seu negócio.
Atualmente, com a Servitech Engenharia já bem estruturada, Ricardo conta com uma equipe de 4 profissionais que o ajudam a atender demandas em diferentes frentes: instalações elétricas residenciais, comerciais e até industriais. Mas ele não pretende parar por aí. Seus planos para os próximos anos incluem dobrar o faturamento da empresa, montar uma sede própria para centralizar as operações e expandir sua estrutura, tanto em equipe quanto em equipamentos e serviços oferecidos.
A história de Ricardo mostra que saber como ser eletricista independente vai muito além de saber ligar fios. É preciso:
Entender seu valor e aprender a precificar;
Buscar capacitação constante;
Ter coragem para sair do comodismo;
Assumir postura profissional com os clientes;
Estar preparado para aprender e ensinar.
A jornada de quem busca entender como ser eletricista independente vai além da técnica. É sobre tomar decisões, sair do comodismo, buscar conhecimento e assumir uma postura profissional. A história do Ricardo mostra que, com estudo, coragem e direção, é possível sair do zero e construir uma empresa sólida.
Ser independente é muito mais do que trabalhar por conta — é empreender, liderar, precificar corretamente e crescer com consistência.
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O próximo degrau da sua trajetória começa com o primeiro passo. Dê o seu hoje.
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