Como Fazer Diagrama de Comandos Elétricos Passo a Passo

Desenvolver um projeto de comandos elétricos — especialmente quando você está aprendendo como fazer diagrama de comandos elétricos — vai muito além de simplesmente desenhar fios e posicionar símbolos em um software. Esse processo exige compreensão dos princípios da elétrica industrial, leitura correta de diagramas, domínio dos componentes e, principalmente, raciocínio lógico para organizar proteção, comando e carga de forma funcional.

Além disso, o profissional precisa antecipar o comportamento do circuito antes mesmo de ele existir fisicamente: entender como o motor será acionado, quais dispositivos vão proteger o sistema, como o comando vai responder aos botões e o que acontece em situações de falha.

Por isso, aprender como fazer diagrama de comandos elétricos envolve criar uma sequência mental clara, onde cada elemento tem um papel definido dentro do projeto. Quando você estrutura bem essa lógica, o diagrama deixa de ser apenas um desenho técnico e passa a representar um sistema confiável, seguro e profissional.

Neste artigo, você vai aprender, de forma clara e progressiva, como fazer diagrama de comandos elétricos passo a passo. Primeiramente, vamos entender a lógica por trás de cada bloco do circuito — desde a alimentação e proteção até o acionamento e a carga. Além disso, tudo será apresentado de maneira prática, organizada e alinhada à realidade do campo.

Por onde começar? O segredo está na estrutura lógica

Portanto, antes de desenhar qualquer fio ou posicionar componentes, o ponto de partida para um projeto de comandos elétricos bem-feito é entender e aplicar uma estrutura lógica padronizada. Essa estrutura não só reduz a chance de erros, como também facilita a leitura, manutenção e até a explicação do projeto para outras pessoas no futuro.

A lógica básica segue sempre o seguinte arquétipo:

  1. Proteção – Dispositivos que protegem a instalação e as pessoas (como disjuntores, fusíveis e DRs);
  2. Comando ou Acionamento – Componentes que controlam o funcionamento da carga, como botoeiras, contatores e relés;
  3. Carga – O equipamento final que será alimentado e operado, como motores, lâmpadas ou resistências.

Essa sequência deve ser usada tanto no diagrama de potência (força) quanto no diagrama de comando. Embora os elementos possam mudar entre esses dois diagramas, a lógica se mantém.

Exemplo prático para fixar:

Imagine que você esteja desenvolvendo um projeto de partida direta para um motor trifásico. A estrutura seria assim:

  • Proteção:

    • Um DR (Dispositivo Diferencial Residual) para proteção contra fugas de corrente;

    • Um disjuntor motor, que protege contra curtos-circuitos e sobrecargas.

  • Comando / Acionamento:

    • Um contator tripolar, que será responsável por acionar ou desligar o motor de forma remota.

  • Carga:

    • O sistema alimenta e controla um motor elétrico trifásico, que é o equipamento final.

👉 Ao adotar esse modelo lógico sempre que for iniciar um projeto, você cria um fluxo mental que facilita desde a concepção até a execução do esquema elétrico, independentemente do nível de complexidade envolvido.

Etapas para montar o diagrama de comandos

Agora que você entende a lógica estrutural por trás de um projeto, então é hora de aplicar esse conhecimento na prática. Por isso, a seguir, veja um guia passo a passo explicando como fazer diagrama de comandos elétricos — com foco na organização, na clareza e na compreensão da função de cada elemento.

1. Defina as cargas do circuito de comando

Primeiro, entenda quais dispositivos você precisa acionar. No circuito de comando, as cargas mais comuns incluem:

  • Bobina do contator – responsável por fechar os contatos de potência no circuito de força;
  • Sinaleiros – lâmpadas de sinalização que indicam, por exemplo, se o motor está ligado (verde) ou se houve uma falha ou desligamento (vermelho).

🔎 Por que isso importa?

Ao conhecer as cargas, você consegue dimensionar corretamente os dispositivos de comando e planejar a lógica necessária para seu funcionamento seguro e eficiente.

2. Monte a estrutura de proteção

Antes de energizar qualquer parte do circuito, é fundamental pensar na segurança da instalação. Por isso, nesta etapa são adicionados dispositivos que protegem o sistema e garantem sua integridade, tais como:

  • Fusíveis – protegem os condutores contra sobrecorrentes. Além disso, evitam danos em caso de falha ou curto-circuito;
  • Contato auxiliar do disjuntor (ex: Q1 NA) – com esse recurso, é possível interromper o comando automaticamente caso o disjuntor desarme, aumentando a segurança;
  • Fonte de alimentação (ex: 24 VDC) – fornece energia para a parte de comando. Nesse caso, recomenda-se usar uma proteção adicional, como um disjuntor bipolar, para evitar sobrecargas.

⚡ Importante:

Essa estrutura garante que, em caso de falha (como curto-circuito ou sobrecarga), o circuito de comando também seja interrompido, evitando acidentes e danos.

3. Crie a lógica de acionamento

Esta é, portanto, a parte mais estratégica ao montar o diagrama, pois define como o sistema será ligado e desligado. Para isso, siga a sequência abaixo:

  • Primeiramente, o botão de emergência (S0) — normalmente fechado (NF) — é usado para desligar todo o sistema imediatamente, em situações críticas.
  • Em seguida, o botão de desligar (S1) — também NF — permite interromper o funcionamento do motor de forma controlada e segura.
  • Por fim, o botão de ligar (S2) — normalmente aberto (NA) — envia um pulso momentâneo que energiza a bobina do contator (K1), ativando assim o motor.

Depois de energizada, a bobina fecha seus contatos de força e mantém-se ativada com um contato auxiliar normalmente aberto (K1 NA), conhecido como selo. Assim, mesmo quando você solta o botão S2, o circuito continua ligado.

💡 Dica:

Adicione sinaleiros (H1 e H2) para indicar:

  • Quando o motor está ligado (sinal verde);
  • Quando o disjuntor desarmou (sinal vermelho).

Esses indicadores facilitam a leitura visual do estado do sistema e são ótimos para diagnóstico em campo.

Como FAZER DIAGRAMA de COMANDOS ELÉTRICOS

Como fazer diagrama de comandos elétricos mais rápido com o eCAD Labs

Fazer todas essas etapas manualmente ou utilizando softwares genéricos pode tornar o processo lento, cansativo e propenso a erros — principalmente quando se trata de atender às exigências normativas e garantir um projeto de qualidade. É justamente por isso que muitos profissionais da elétrica estão adotando ferramentas específicas, como o eCAD Labs.

Por isso, esse software foi desenvolvido especialmente para facilitar o desenvolvimento de projetos elétricos residenciais e industriais, combinando, assim, recursos avançados com uma interface intuitiva. Com o eCAD Labs, é possível:

  • Primeiramente, é possível elaborar diagramas de força e de comando com precisão, organizando todos os elementos do sistema elétrico de forma clara;
  • Além disso, você pode simular o funcionamento real do circuito, permitindo visualizar o comportamento de componentes como contatores, motores e sinaleiros;
  • Em seguida, o software aplica automaticamente a lógica de proteção, comando e carga, ajudando o usuário a estruturar o projeto de forma didática e profissional;
  • Por fim, é fácil cumprir as normas técnicas, como a NBR 5410, garantindo segurança e conformidade em cada etapa.

Além disso, outro grande diferencial do eCAD Labs é a inteligência artificial embarcada, pois ela reconhece padrões do projeto, automaticamente sugere configurações e ainda acelera o dimensionamento de circuitos, disjuntores e condutores. Como resultado, o tempo do eletricista é otimizado e a confiabilidade do projeto final é significativamente aumentada.

eCAD Labs - Como FAZER DIAGRAMA de COMANDOS ELÉTRICOS

Conclusão: antes de desenhar, entenda como fazer diagrama de comandos elétricos com lógica

Antes de mais nada, para aprender como fazer diagrama de comandos elétricos de forma eficiente, o primeiro passo é organizar seu raciocínio antes de desenhar qualquer linha. Em outras palavras, isso significa dividir mentalmente o projeto em três blocos funcionais principais:

🔹 1. Proteção

Essa etapa, por sua vez, reúne todos os dispositivos que têm a função de proteger o sistema contra curtos-circuitos, sobrecargas ou falhas. Entre os principais exemplos, podemos destacar:

  • Disjuntor motor – além de proteger o motor contra sobrecorrente, também pode atuar como um elemento de seccionamento;
  • DR (Dispositivo Diferencial Residual) – por outro lado, é essencial para proteger contra choques elétricos e fugas de corrente;
  • Fusíveis – embora mais simples, oferecem uma proteção eficaz e rápida contra sobrecarga.

🔹 2. Comando

Nesta parte, você estrutura a lógica de acionamento. É nesse ponto que o sistema usa sua inteligência para determinar quando e como acionar as cargas.

Botões de ligar (NA) e desligar (NF);

  • Contatos auxiliares (de contatores ou disjuntores);
  • Selo elétrico (autoalimentação da bobina do contator);
  • Elementos de segurança, como botão de emergência.

🔹 3. Carga

É o destino final do comando. Esses elementos recebem energia quando todo o sistema funciona corretamente:

  • Motores trifásicos ou monofásicos;
  • Bobinas de contatores;
  • Sinalizadores luminosos (H1, H2, etc.).

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Everton Moraes

Everton Moraes

Professor, palestrante e instrutor de treinamentos a mais de 9 anos. Já passou por grandes empresas no Brasil como, Senai, Scania, Pirelli, Toledo entre outras. Todo o conhecimento adquirido em 20 anos de carreira é disponibilizado nos cursos e treinamentos.

“Sou apaixonado pela formação e qualificação de profissionais, passando todo o meu conhecimento prático e ajudando todos os meus alunos a também adquirirem esse conhecimento a se tornarem melhores profissionais.”

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